Alan Woods, em Caracas, descreve o estado de espírito das massas em 13 de Abril durante as comemorações do 8° aniversário do fracassado golpe da direita. Desta vez, assim como as tradicionais camisetas vermelhas, houve uma exposição maciça da milícia do povo, vestido de “verde camuflagem”, e carregando os AK-47, de fabricação russa, dando um aviso claro para a oligarquia reacionária que as massas estão preparadas para lutar contra qualquer tentativa de fazer “o relógio andar para trás”.
Oito anos atrás aconteceu algo que não tem precedentes na história da América Latina. O golpe reacionário de 11 de Abril, em que a oligarquia venezuelana, em colaboração com a Embaixada EUA e da CIA, derrubou o governo democraticamente eleito, foi derrotado por uma revolta espontânea das massas.
Naquele dia, a história foi feita. Homens e mulheres comuns saíram às ruas, arriscando suas vidas para defender a Revolução Bolivariana. Sem partido, sem liderança e sem perspectivas claras do que outros fariam para derrotar o golpe de Estado, os trabalhadores, camponeses e jovens revolucionários, mulheres e homens, jovens e velhos, marcharam aos milhares para os portões do Palácio de Miraflores para exigir a libertação de Presidente Chávez. Os soldados passaram para o lado do povo, e o golpe de Estado em colapso.